Protocolos
Avaliação pré-anestésica: por que ela define o sucesso do procedimento
A maior parte das complicações em sedação ambulatorial poderia ser evitada com uma avaliação pré-anestésica bem feita. Não é burocracia — é o filtro que define quem pode ser sedado no consultório e quem precisa de ambiente hospitalar.
Investigamos comorbidades (cardiovasculares, respiratórias, endócrinas), medicações em uso, alergias, histórico anestésico prévio, jejum e fatores preditores de via aérea difícil. O ASA do paciente é classificado e a relação risco-benefício é discutida abertamente.
Pacientes ASA I e II estáveis são candidatos ideais ao ambiente ambulatorial. ASA III com doença controlada podem ser avaliados caso a caso. ASA IV não devem ser sedados fora do hospital.
Orientações claras de jejum, suspensão ou manutenção de medicações de uso contínuo, necessidade de acompanhante e cuidados pós-procedimento são entregues por escrito. Isso reduz cancelamentos, atrasos e ansiedade no dia.
Quando a clínica adota a pré-anestésica como rito obrigatório, o dia do procedimento flui: o paciente chega seguro, a equipe trabalha sem surpresas e o profissional executa com tranquilidade.
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