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Experiência do paciente

Odontofobia e pacientes especiais: como a sedação muda o jogo

Dra. Bianca Lombardi 22 de março de 2026 5 min de leitura

Estima-se que até 20% dos adultos brasileiros tenham algum grau de odontofobia — medo intenso que os afasta de tratamentos por anos. O resultado é previsível: chegam ao consultório com quadros avançados, que exigem intervenções longas e dolorosas.

A sedação ambulatorial muda essa equação. Ao remover a barreira do medo, permite que tratamentos complexos sejam concluídos em menos sessões, com o paciente confortável e sem memória aversiva do procedimento.

Para pacientes com transtorno do espectro autista, deficiência intelectual, paralisia cerebral ou condições neurológicas que dificultam a colaboração, a sedação é frequentemente o único caminho para um cuidado de qualidade — preservando a dignidade da pessoa e da família.

Nesses casos, a parceria entre o profissional da especialidade e o anestesiologista precisa começar antes: alinhar duração, posicionamento, necessidade de contenção mínima e plano de recuperação adaptado.

O retorno humano desse trabalho é enorme. Pacientes que evitavam o consultório por décadas voltam para manutenções. Famílias que carregavam o tratamento como um peso passam a agendá-lo com tranquilidade.

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