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Protocolos

Recuperação pós-anestésica no consultório: cuidados e critérios de alta

Dra. Bianca Lombardi 05 de março de 2026 6 min de leitura

Encerrada a sedação, o paciente entra na fase mais subestimada do cuidado: a recuperação pós-anestésica. É nela que ocorrem boa parte dos eventos adversos tardios — náuseas, hipotensão postural, sonolência prolongada, dor mal controlada.

Na clínica, mantemos o paciente em área monitorizada até atingir critérios objetivos de alta. O escore de Aldrete modificado, amplamente validado, avalia atividade motora, respiração, circulação, consciência e saturação. Alta apenas com pontuação ≥ 9.

Adicionalmente, conferimos: ausência de sangramento ativo, dor controlada (EVA ≤ 3), capacidade de deambular com auxílio, ausência de náuseas/vômitos e presença de acompanhante adulto responsável.

Orientações por escrito são entregues e revisadas verbalmente: restrições alimentares, analgesia prescrita, sinais de alerta, contatos de plantão 24h e proibição de dirigir, operar máquinas ou tomar decisões importantes nas próximas 24 horas.

Esse rigor na alta é o que sustenta a reputação da sedação ambulatorial. Paciente que volta para casa estável, bem orientado e com canal de comunicação aberto é paciente que recomenda — e profissional que dorme tranquilo.

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